quarta-feira, 1 de maio de 2019

São Chico internacional


Que vergonha para quem se diz jornalista e escritora, um blog sobre leituras e textos defasado e atrasado!! Perdão! A vida está me atropelando e eu pouco consegui fazer até a tarde de hoje, quando me senti imensamente insatisfeita por não estar escrevendo.

Perdão!!
Perdão!!
Perdão!!

Tenho tanta coisa para contar, então vamos lá! No final de abril ajudei a produzir uma aula do quinto ano, a turma da Maria Rita, lá no Colégio Expressão. Foi uma aula sobre a formação do povo brasileiro. A profe Daiana estava explicando a diversidade de culturas, que formou o brasileiro e surgiu a ideia de buscar estrangeiros, que moravam em São Francisco de Paula/RS e que pudessem contar sobre a sua vinda para nossa cidade. E quem nasce em São Chico é chamado de serrano.



O Günther Klemann veio da Alemanha, meu professor de alemão, todas as segundas feiras, aqui na Boutique de Livros e Pizzas Viale. Sim! Temos uma turma de alemão, que toda semana pratica e escreve o idioma, além de tentar leituras em alemão gótico. Bem, o Günther veio para o Brasil com sete anos e sempre morou em Porto Alegre/RS. Jornalista aposentado, veio morar em São Francisco de Paula atraído pelo frio.



Já o Moussa Gning veio do Senegal, um pequeno país/ilha, com água por todos os lados e com uma população de cerca de 15 milhões de pessoas. Ele veio para o Brasil para ter novas vivências. Contou que a educação é muito boa no seu país e que nas escolas se enfatiza o aprendizado de vários idiomas. Talvez por isto os senegaleses gostem tanto de viajar. Moussa tem um irmão morando em São Paulo e foi para lá vivenciar o ritmo de vida de uma metrópole, mas não gostou. De andança em andança, passou por Caxias do Sul, trabalhou na área dos vinhos e teve a indicação do amigo Oumar (que também colaborou neste trabalho da Maria Rita), de que viesse passar o final de semana em São Chico. Veio, gostou e ficou. Formado em Comércio Internacional, Moussa vende suas mercadorias nas ruas e pela internet.

Turminha de quinto ano. Maria Rita ali no meio

Profe Dai, super exemplo de educação humanizada




O Moussa gostou do estilo de vida aqui em São Chico e acabou ficando. Fez amigos, fez clientes. O pai do Moussa sempre disse para ele e os irmãos de que é preciso estudar e aprender mais de um ofício, porque assim a pessoa aprende a se virar em qualquer lugar. E o Moussa frisou isto com a gurizada. Lembrou eles de que professor e professora são as pessoas mais importantes, porque eles nos ensinam a fazer muitas coisas interessantes.



A criançada anotou o que foi dito, perguntou sobre o estilo de vida de cada um, alimentação, particularidade das línguas.





Mas o mais legal foi o recado final dos dois para esta turma: de que é preciso resgatar o espírito comunitário, o cuidado com a própria cidade e com seu povo. Tanto o Günther, como o Moussa acreditam no potencial de São Francisco de Paula como uma cidade próspera e unida, com um povo responsável. No final a gurizada aplaudiu os estrangeiros serranos! Por mais aulas como esta! Sempre!


sexta-feira, 12 de abril de 2019

Ele é o cara das oficinas literárias


Luiz Antonio de Assis Brasil, o criador da mais célebre oficina de escrita literária do Brasil, transformou em livro o curso que ministra há mais de trinta anos e do qual participaram muitos dos grandes escritores brasileiros contemporâneos.
 

Assis Brasil é o cara! Para quem gosta de escrever, eis uma baita referência. Em 2001 pude participar de uma oficina dele, que foi realizada em Gramado/RS. Agora toda esta experiência de 34 anos foi compilada em um livro editado pela Companhia das Letras.

Saiba mais sobre Escrever ficção

Além de vinte livros publicados, Luiz Antonio de Assis Brasil ostenta o mérito de ter alavancado o talento de alguns dos maiores autores brasileiros da contemporaneidade. Nesta espécie de manual para quem deseja escrever livros de ficção, ele registrou sua experiência ao longo de 34 anos ininterruptos de trabalho na Oficina de Criação Literária da Escola de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e no programa de pós-graduação em escrita criativa da mesma instituição.

Ao adotar a perspectiva de um ficcionista que fala a outros ficcionistas, o autor apresenta ferramentas essenciais para a formação de um escritor. Assis Brasil foge das fórmulas prontas e ressalta o papel da leitura constante de obras literárias. São elas — e não apenas os teóricos e estudiosos da literatura — as grandes referências de seus cursos e deste guia indispensável, que contou com a colaboração do seu ex-aluno, escritor e professor de escrita criativa Luís Roberto Amabile.

Com a premissa de que “ser ficcionista é exercer nossa humanidade”, título do primeiro capítulo, Assis Brasil aborda temas como a concepção dos personagens; o conflito na narrativa; o enredo e a estrutura; o espaço e o tempo; a focalização e o estilo da escrita. Como conclusão, o autor apresenta um “roteiro para a escrita de um romance linear”, espécie de guia para quem quer se lançar na enorme empreitada que é criar uma boa obra de ficção.


Luiz Antonio de Assis Brasil nasceu e vive em Porto Alegre. Foi violoncelista na orquestra sinfônica da sua cidade e posteriormente tornou-se professor universitário, escritor e, de 2011 a 2014, secretário da Cultura do Rio Grande do Sul. Fundou em 1985 aquela que é, hoje, a mais antiga oficina literária brasileira em atividade no âmbito acadêmico, que também deu origem aos prestigiosos cursos de graduação, mestrado e doutorado em escrita criativa na PUC-RS. É autor de Figura na sombra e O inverno e depois, entre outros títulos.

Uma fresta no sotão




A volta no tempo como possibilidade para olhar
e rever o mundo

Lisana Bertussi, a autora

O romance Uma fresta no sótão, de Lisana Bertussi, nos leva a um
lugar de ficção interior. Costura, em tempos passados, (primeiras
décadas do século XX ao início do séc. XXI), as vidas de três principais
personagens numa colcha de patchwork, onde a palavra e a Literatura
cumprem a função de linhas e pontos em cruz.


O texto reproduz na memória do leitor aquele lugar e tempo, para os
quais, se pode voltar a olhar e reler. Passa pelas diversas fases da vida de
três mulheres, tendo como fio condutor seus conflitos em relações mútuas,
quando tentam desincrustar os afetos velados.

Elisa, Tereza e Natalina. Filha, mãe e avó. A revelação de cada personalidade em descobertas reveladas no livro. Como se as palavras e as memórias pudessem encontrar um
significado maior para as ligações afetivas.

O cenário, por um lado, traz os costumes da cultura da imigração
italiana. Por outro, apresenta as pontes humanas possíveis na modernidade.
Reconhecemos nesta obra a troca de experiências femininas, que carregam
tanto o fio da tradição, quanto os ares da mudança.



Lisana Bertussi é caxiense, nascida numa primavera, foi pesquisadora de literatura oral
e popular, latino-americana, gauchesca e da imigração italiana.
Professora da UCS, UFSM e FAPA, trabalhou em nível de graduação,
mestrado e doutorado, sempre buscando passar para os alunos a
possibilidade do prazer do texto. Teve passagem de um ano na Equipe
de Pareceres do Instituto Estadual do Livro.
Publicou 12 livros. Entre eles, as duas edições
de Literatura gauchesca: do cancioneiro popular à modernidade e as
três edições de Causos do boi voador; sua tese de doutorado Poesia
gauchesca: as fontes populares e o Romantismo; sua pesquisa de pós-
doutorado Tradição, modernidade e regionalidade e o Dicionário
biobibliográfico dos escritores da região de colonização italiana no
nordeste do Rio Grande do Sul (em coautoria com Salete Rosa Pezzi
dos Santos e Cecil Jeanine Alebert Zinani), livro finalista do Prêmio
Açorianos. Foi patrona da Feira do Livro de Caxias do Sul/Rs, em 2016.

Tem diversos contos e poemas premiados no Concurso da Prefeitura
de Caxias do Sul. Publicou Contendas (contos) e, agora, o romance
"Uma fresta no sótão", que será lançado na Miragem Livraria, dia 20 de abril, às 18 horas, em São Francisco de Paula.

sábado, 6 de abril de 2019

Longe das Aldeias

Aldeia é o nosso lar, onde nos sentimos em casa, protegidos, acolhidos. Engano, engano, engano! A aldeia pode ser o mal maior, a desgraça, o fim. Porque é justamente em casa que estamos vulneráveis, desprendidos de proteção. E sem proteção, até mesmo o mal, que não aceitamos existir, nos abraça.


"Longe das Aldeias", romance de Robertson Frizero, editado pela editora Dublinense, conta a história de um rapaz que busca um pai. Parece uma história simples e corriqueira, se a ambientação não fosse uma feroz guerra. Uma família que é desmantelada por crenças alheias. Uma família que parece se desfazer, mas se reconstroí em algumas mentiras. A verdade chega nas últimas páginas (o livro tem 94 páginas). E quando ela chega nos devora, nos ataca. É como se um animal cego e faminto avançasse nas nossas vísceras, tão bem escondidas. O que sobra deste ataque? Nossa alma.


Frizero, em poucas páginas, nos expõem dramas tão comuns que nos negamos a enxergar ou sentir. Não posso escrever muito, não posso dar "spoiler". Não seria justo. A escrita é toda costuradinha, não sobra, não falta. Tem poesia no relato. Tem dor. Tem esperança. Tem uma vida escancarada, que muitos insistem em não enxergar. Por favor, não pensem e leiam este livro o quanto antes. Peçam emprestado para o amigo, comprem no site da Dublinense, mas leiam!! Não sejam humanos de redes sociais. Sejam humanos de coração pulsando e usem as redes sociais para divulgar ferozmente este nome Robertson Frizero e seu livro "Longe das Aldeias".

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Como Pinta, com Marilene Zancchett

A artista Marilene Zancchett estará no evento “COMO PINTA?” no dia 13 de abril, das 14h às 18h, na galeria Arte 12b, em Gramado.



Artista de grande renome, sua principal técnica é óleo sobre tela espatulado, onde ela registra figuras urbanas pintadas de forma tridimensional e minimalista em fundos monocromáticos, conhecidas como “Pessoas 3D”.

Especialmente neste dia, as obras da artista estarão com um desconto especial de 10%. Também acontecerá o sorteio de uma peça de Marilene Zancchett entre os presentes no evento.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Henrique Schneider com novo livro



Em pré-venda: Setenta, de Henrique Schneider


Vencedor do Prêmio Paraná de Literatura, Henrique Schneider será Pizza Literária na Boutique de Livros e Pizzas Viale, em outubro. 

SETENTA narra a história de Raul, um bancário dedicado, um cidadão de bem levando uma vida tranquila em junho de 1970: destina todas as suas energias ao trabalho e a política não lhe interessa. Até que um dia, em meio ao clima de euforia patriótica às vésperas da final da Copa do Mundo, ele é confundido com um militante, preso e atirado em uma cela para confessar algo que não sabe. A partir daí, o jogo vira, e ele passa a viver o que de mais terrível aconteceu no Brasil nos anos de chumbo.
Comprando na pré-venda, você ajuda a editora a financiar mais livros como este! :) Maiores neste link!

Reinauguração da Biblioteca do Goethe em São Paulo




Após uma ampla reforma a biblioteca do Goethe-Institut reabre ao público no dia 12.04.19, sexta feira, às 18h30. A modernização se tornou necessária para acomodar as diferentes mídias, que compõem o acervo e para contemplar as novas demandas dos usuários por diferentes ambientes, apropriados ao estudo, ao descanso e ao lazer.

Para festejar essa data, acontecerá neste dia o encontro mensal do Passaporte Literatura,  com participação do escritor brasileiro Luiz Ruffato.

Em seguida será feito um brinde à biblioteca! Para quem estiver em São Paulo, uma ótima dica!


GOETHE-INSTITUT SÃO PAULO
Rua Lisboa, 974
05413-001 São Paulo SP, Brasil
Tel. +55 11 3296-7000
Fax +55 11 3060-8413

Por que me tornei uma colagista

Em 2001 fiz um auto exílio na Suíça, em função de um casamento. Jornalista no Brasil, lá me descobri uma analfabeta. Além de precisar apre...