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terça-feira, 11 de agosto de 2020

A Dama do Cachorrinho

 A literatura russa encanta. Os russos são surpreendentes. Um povo que tem um inverno congelante e mesmo assim produz e vive prá valer, é um povo de imenso valor. A literatura russa não é uma literatura de facilidades, mas também não é complicada. É literatura de humanidade, sem caminhos fáceis. É preciso querer mergulhar no ser humano para entender a literatura russa.

Recentemente a Fundação Cultura de Canela, juntamente com o Professor Nicotti, disponibilizou o curso on line sobre os contos do escritor Tchekhov.  A proposta era ler os 36 contos do exemplar "A Dama do Cachorrinho e outros contos", publicado pela Editora 34, com tradução de Boris Schnaiderman.

Tchekhov nos mostra, através de seus textos, que uma vida é feita para viver no momento. Apenas isto. E nada mais. O escritor é craque supremo em histórias curtas. Com precisão extrai o que existe de mais humano num fato, num momento. Um recorte de um fato. A vida não é idealizada. As histórias são comuns, deixam a alma à mostra. Choramos com o pai de "Angústia". Nos apaixonamos com "A Dama do Cachorrinho". Até sorrimos com o início de "Bilhete Premiado", mas em seguida retomamos o ritmo da vida sem artifícios.

Vale ler e degustar cada um dos contos. Uma visão mais poética  sobre o dia a dia, que muito insistem em chamar de trivial. A vida para este escritor não é banal. É carregada de sentimentos contraditórios e misturados, de escolhas que fazemos a cada segundo vivido.

Em tempo: o professor Nicotti irá oferecer um novo curso on line. Desta vez será sobre o escritor Leskov, com a leitura dos livros "A fraude e Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk". Maiores informações com Fernando Gomes.


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Eu não sumi!!!

Gente, eu não sumi!! Estou lendo "Pavilhão de Cancerosos" (1° parte), de Alexandre Soljenitsin. São 398 páginas!!!! E literatura russa não é algo que se lê como um passatempo. São narrações consistentes, com informações minuciosas. Um momento é descrito com detalhes para que se viva a cena. Literatura russa tem isto: tu vive a página lida, não é somente uma leitura. Estou gostando muito.




Daí entra o meu lado imediatista, que quer fazer muita coisa num tempo mínimo. Li Tolstoi e Dostoievski quando tinha 20 e poucos anos. E sinceramente, naquela época, eu tinha mais paciência e não era tão ansiosa. Sei que a Copa termina em duas semanas, mas a minha Copa Literária vai prosseguir, porque percebi que estou precisando de um outro ritmo. E este novo ritmo que quero tem tudo a ver com a literatura russa. Um tempo de pausas , de respiradas e boas leituras.


Por que me tornei uma colagista

Em 2001 fiz um auto exílio na Suíça, em função de um casamento. Jornalista no Brasil, lá me descobri uma analfabeta. Além de precisar apre...